
Quem visita Belém não pode deixar de conhecer o famoso mercado a céu aberto. É lá que a cidade acorda há mais de três séculos, com a chegada dos barcos bem cedinho. O nome surgiu quando os portugueses resolveram cobrar impostos de tudo o que entrava e saía da Amazônia. Para isso, criaram, em 1688, a casa do Ver-o-Peso. Apesar de parecer um grande varejão, a mistura de cores, cheiros e objetos é muito interessante, além de folclórica. Ali, encontram-se ervas medicinais e para banhos recomendados pelas mandingueiras, frutas regionais dos mais diferentes sabores, artesanatos, utilidades domésticas, carnes, peixes e temperos. Do complexo Ver-o-Peso, fazem parte o mercado de peixe e o da carne, todo em ferro importado da Inglaterra. À primeira vista, a impressão não é das melhores, mas vale a pena reparar nos detalhes das colunas e das escadas. Lá, as carnes ficam penduradas por ganchos. Com 26.500 metros quadrados, o Ver-o-Peso reúne 2 mil barracas e camelôs por toda a parte. Hoje, o mercado é o entreposto comercial de Belém, onde barcos chegam às docas trazendo produtos do rio e da floresta, que depois serão vendidos nas barracas amontoados no pátio junto do mercado de peixe. Em uma manhã é possível conhecer tudo. Não se espante, caso seja puxado por alguns dos vendedores, eles querem apenas mostrar e oferecer seus produtos.

Vamos ver se agora vai o meu comentário...
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